Vocês devem ter percebido a minha ausência.
Não, eu não estou ocupado.
Sim, eu tenho tempo para postar.
É óbvio que eu estou com preguiça ou com coisa melhor para fazer.
Porém, minha consciência não me permite deixar uma saga em aberto. Vou tentar encerrá-la, por isso serei breve e escreverei de forma deveras resumida.
O Hotel era podre. O “atendimento” era uma merda e tínhamos traficantes como vizinhos. Obviamente, o camarada da recepção achou que nós éramos os malas e ameaçou chamar a polícia para revistar nosso quarto. Passou um dia, os vizinhos tinham ido embora e nada de polícia.
Compras. Muitas compras. Até hoje eu sinto as sequelas do uso indiscrimidado do cartão de crédito no exterior. É impressionante como as coisas são baratas por lá, é revoltante. Isso te coloca num estado de frenesi, um consumidor desenfreado e quando você vai fazer as suas contas, você percebe que se fudeu. Nessa onda extremamente consumista, visitamos um dos maiores outlets dos EUA e saímos cada um carregando o nosso peso em mercadorias. O outlet, no entanto, nos reservou um dos melhores momentos da viagem. O trajeto até o local é feito de trem atravessando o estado de Nova Jérsei e entrando novamente no estado de Nova Iorque. Uma hora de viagem, sensacional.
No dia seguinte andamos pra caralho. Pegamos o metrô pela manhã para a downtown e vimos de longe a estátua da liberdade. Nem que me pagassem eu faria o passeio pra ver aquela merda. Pense na maior fila que você pode imaginar… é maior. Subimos pela Broadway e vimos a Wall Street, o complexo do WTC e continuamos andando até chegarmos na Chinatown. A paisagem muda completamente, você sai de Nova Iorque e entra em São Paulo, bem na 25 de março (x 10³). Muita gente. Muita muamba. Muitos chineses te oferecendo relógios. Aceleramos o passo para sairmos daquele inferno e fomos até Little Italy e lá almoçamos. Vimos o Soho e finalmente cansamos de andar. Se eu não me engano, ainda nesse dia, fumei um dos piores charutos da minha vida. Deu vontade de voltar na maior (ô mania de grandeza da porra) loja de charutos de mundo e devolver aquela bosta.
Exaustos, fomos comer na Times Square e voltamos para o hotel para dormir. Pela manhã, um frio do cacete. Uns dois graus (mentira). Tomamos um café da manhã típico: panquecas, ovos, bacon, torradas, café… visitamos o Central Park de novo e pessoas jogavam beisebol num frio do cacete. Comemos um hamburger delicioso no almoço, o Five Guys e de tarde eu subi o Empire State. Tá aí, outra novela. É uma demora pra subir aquele prédio. Filas para todos os lados, mas lá em cima é foda. Uma pena que a visibilidade estava baixa, mas deu pra ver legal. Ah sim, adivinha? Um frio do cacete lá em cima.
Nossos dias depois não foram tão intensos quanto os primeiros, nada tão importante que não possa ser deixado de fora desse post. Só mesmo a nota honrosa da nossa busca pelo pedaço do Rock Band perdido no lixo da J&R.
Depois dessa canseira, pelo menos nós voltamos nas poltronas da saída de emergência com muito espaço para esticarmos nossas pernas no longo trajeto de volta para casa.
Saldo da viagem:
Cartão estourado e um dedo a mais em cada pé (recentemente, eu descobri que eram calos).
Welcome back, dude! Eu também subi no Empire State… hehe.
E fiz merda com o cartão na argentina também. Talvez más, imagina como é surtar em pesos, filho.
Bezzos,
cartão de crédito de cú é rola!
Muamba é o que rola…
Caraca…. tu chutou o balde no último capítulo dessa saga hilária. Acho que seria mais fácil postar aquele famigerado vídeo de 30 minutos contando toda a história da viagem!