E eu fui…
11 Março, 2008 de Alexandre
E não é que eu fui mesmo? Comprei o ingresso e fui para São Paulo assistir o show do Dream Theater. Tá bom, eu sei. Eu não gosto de Dream. Mas também não sou preconceituoso e fui mais pela farra mesmo.

Depois de uma passagem pela Galeria do Rock vendo camisas de bandas e emos (eles ainda vão dominar o mundo) partimos para o show.
Chegamos três horas antes e já tinha muita gente. E para minha surpresa show começou bem na hora marcada. Até assustei.
O que não consigo engolir é que, como um bom progressivo, quando eu começava a gostar do riff eles mudavam para algo totalmente maluco. Eu imagino que sou um ignorante no assunto, afinal tinha umas 10 mil pessoas lá que estavam delirando com essas mudanças.
O que eu posso dizer dos músicos? Sensacionais . Tocam muito… e mais… são divertidos.
O Saiyd (Mike Portnoy) levantava o tempo inteiro e tocava em pé mesmo. Tudo bem que com solos de trocentos minutos e músicas praticamente eternas se ele não levantasse teria graves problemas na bunda. Mas o cara toca muito e as vezes até parava de pensar que estava no meio de milhares de homens (Na próxima encarnação quero gostar de pagode, tem mais mulher).
O mulher-do-grito (John Myung) não tem vida social. É sério. O cara deve ir ao banheiro tocando baixo. Sem expressão facial alguma o cara deve ter problemas sérios nas pontas dos dedos.
O James Hetifield Junior (John Petrucci) fica tão concentrado em conseguir fazer os solos que ele mesmo inventou que quase não olha pra outra coisa a não ser a própria guitarra.

E o showman Scandurra (Jordan Rudess) é o mais massa. O cara, provavelmente, é amigo do pessoal da banda que não tocava porra nenhuma. “Pô brothers me deixa entrar na banda… por favor… toco até teclado se quiser!”. Dito e feito. Melhor do que tocar teclado é fazer solos intermináveis, ficar rodando feito um doido e usar um teclado-guitarra ao fomoso estilo dominó (Mamama ma ma Maria). Tudo isso faz do cara o mais legal pq mesmo tocando um instrumento “secundário” ele se integra à banda da forma mais show possível.

Em suma: o show foi bem divertido. Foi o primeiro de tais proporções que eu fui e fiquei pensando como será quando eu gostar da banda. Ah! Tem também o Robert-Plant-Justin-Hawkins-Dee-Snider (James LaBrie) (Putz, quase esqueci dele. Pq será?). Tão útil pra banda que em alguns momentos até eu cantava mais que ele. Convenhamos: ele tem o melhor trabalho do mundo. Ganha uma puta grana, é um rockstar, come um monte de mulher e canta 10 minutos por show. GENIAL!

Eu não diria que foi dos sonhos, mas com certeza um excelente teatro.




Trocadalho do carilho esse utilizado no fim do post hein?
Eu sabia que você ia gostar do Rudess… o esquema Dominó ele nunca tinha feito antes.
HAHAHAHA
Me diverti com as comparações, fantasticas…
Quanto ao show começar no horário… bem…
vc é um puto que vai no show do Rappa, Charlie Brown, etc… e quer comparar?
hehehe
Depois vamos colocar o papo em dia!”